O meu avô e mais alguns amigos foram de táxi com o senhor António Ramalho, até à fronteira de Vila Formoso. Aí, fizeram o pagamento a um guia espanhol que os esperava e foram a pé, pela calada da noite, correndo riscos não só materiais como físicos.
O grupo tinha de 20 homens e 1 mulher, que acompanhava o marido. Em Espanha, estiveram 3 dias fechados num palheiro, onde não podiam fazer barulho e a alimentação escasseava.
Finalmente, chegaram à fronteira de França. Já nos Pirenéus, permaneceram 8 dias num casebre, cheio de pulgas. Em França, trabalhou na construção civil. Durante 25 anos, percorreu várias cidades e vilas de França (Paris, Chambery, Grenoble, Remis, Lyon, Alpes Doesse, Deux Alpes…).

O meu avô na construção civil
Fábio Silva
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